A história do égua do pudim

Conheça a história da empreendedora Gisela Queiroz que criou a marca #eguadopudim, um negócio que mudou a sua vida.

14/02/2022 09:50 / Por: Rosa Cardoso - Texto / Dudu Maroja - Fotos
A história do égua do pudim

Uma crise familiar fez a empreendedora Gisela Queiroz  buscar novas oportunidades de renda. Na labuta desde os 16 anos, Gisela chegou a ter uma loja, mas passou por um período de incertezas profissionais e ficou um ano sem trabalhar. Para não depender financeiramente do marido, decidiu abrir o próprio negócio e seguiu uma dica dos amigos, que elogiavam o pudim que ela fazia. Avisou nos grupos de mensagens que ia começar a fazer pudim pra vender. Prontamente, uma das amigas fez a primeira encomenda para um jantar. Aí, a coisa engrenou e as encomendas aumentaram. “Foi o primeiro dinheiro fruto do meu trabalho como empreendedora e tive certeza que era o que queria fazer”, conta.


A simpatia também ajudou a construir a marca #eguadopudim e a conquistar clientes. E o pudim acabou se tornando um elo de afeto entre as pessoas. “Sinto que o pudim se tornou um propósito, algo que traz felicidade e esperança para algumas pessoas. Então é bem mais que um simples pudim”. 


A jornada não é fácil, começa às oito da manhã e segue até a última entrega do dia. É muito comprometimento, disciplina e constância. “Quando comecei o pudim sabia que queria fazer disto uma profissão e não um hobby. Corro atrás de conhecimento constante. Não faço nada sem acreditar. Sempre me ponho como cliente. O que gosto e o que não gosto de receber”. 


São 15 sabores de pudim. O mais exótico que já ela já fez foi um de whisky, mas o carro chefe da marca é o pudim de leite. “É o queridinho. Aquele que nos traz inúmeras lembranças afetivas”.


Gisela usa um dos insumos mais caros para fazer o produto, o leite condensado que na época da entrevista custava mais de 7 reais. As formas que usa são importadas de São Paulo. Um diferencial do negócio. São feitas de silicone e são fáceis de transportar e de desenformar  e não precisam de banho maria para assar. “Trabalho com um produto de calda, e meus clientes chegavam com vasilhas para não derramar no carro. Aquilo me deixava muito triste e fui pesquisar uma solução… então surgiu a nova embalagem, mas sigo sempre fazendo avaliações”.


Nos 100 anos da Nestlé no Brasil, a empresa escolheu cem empreendedores brasileiros para contar sua história e a Gisela, isso mesmo, foi uma das selecionadas da região norte. "Me acharam pela hastag #eguadopudim”,conta sorrindo.


Como empreendedora ela encoraja pessoas de outros estados a iniciar o negócio. "Dou dicas, ajudo a tirar dúvidas, aconselho. Muitas pessoas me dizem que ao saber como comecei, acreditam que também podem mudar suas vidas. O retorno mais legal que tive foi de um rapaz que está cursando gastronomia na Argentina e ficou ainda mais motivado a continuar nesta área ao saber da minha história”.

Para o futuro, Gisela tem um sonho de fazer com que o #eguadopudim seja conhecido nacionalmente. "Gostaria de ir no programa da Ana Maria Braga contar esta história (risos). 

Quero ser inspiração para muitas outras mulheres que se encontram presas em uma estrada achando que dali não tem mais jeito. Então, parti para ensinar que amor pode ser sentido através do seu trabalho”.


O primeiro pudim da Gisela:



E hoje o pudim em diversos sabores:


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