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Caminhar cinco minutos a mais por dia pode reduzir risco de morte em até 10%; entenda

E se apenas cinco minutos a mais de movimento por dia já ajudassem a viver mais? Um estudo publicado na revista científica The Lancet aponta que esse pequeno ajuste na rotina pode estar associado a uma redução no risco de morte.

A pesquisa acompanhou mais de 135 mil adultos por cerca de oito anos em países da Europa e da América do Norte. Ao analisar hábitos de movimento e tempo sentado, os pesquisadores observaram como mudanças mínimas no dia a dia se relacionam com a saúde ao longo do tempo.

Na prática, os cientistas estimaram o que aconteceria se adultos comuns passassem a se mover cinco ou dez minutos a mais por dia, ou se reduzissem o tempo sentado em 30 ou 60 minutos diários.

A partir dessas simulações, foram usados modelos estatísticos para calcular quantas mortes poderiam ser evitadas se essas mudanças simples fossem adotadas por diferentes grupos da população. Esse tipo de análise é comum em saúde pública e serve para estimar impactos coletivos, sem pressupor que todas as pessoas consigam seguir metas ideais de exercício.

Para garantir dados mais precisos, os participantes usaram dispositivos que registram o movimento continuamente, semelhantes aos relógios inteligentes. Com isso, foi possível medir com mais exatidão quanto tempo cada pessoa passava parada ou em diferentes níveis de atividade física.

Os resultados indicam que, entre adultos que já realizavam cerca de 17 minutos diários de atividade moderada, acrescentar mais cinco minutos por dia esteve associado a uma redução estimada de 10% no risco de morte por todas as causas.

Já entre os menos ativos, que faziam, em média, apenas dois minutos diários desse tipo de atividade, o mesmo acréscimo esteve associado a uma redução de aproximadamente 6%. Segundo os autores, o maior impacto populacional ocorre justamente nesse grupo.

Isso acontece porque o risco de morte cai de forma mais acentuada nos níveis mais baixos de atividade física. Em outras palavras, os maiores ganhos aparecem quando pessoas muito sedentárias passam a se mover um pouco mais, enquanto os benefícios tendem a se estabilizar em níveis mais altos de exercício.

Os autores ressaltam que os resultados não devem ser interpretados como recomendações individuais de exercício. Trata-se de um estudo observacional, o que significa que não é possível afirmar com absoluta certeza que o aumento da atividade física seja a causa direta da redução do risco de morte, outros fatores podem influenciar os resultados.

Além disso, a pesquisa foi realizada majoritariamente em países de alta renda e com população acima dos 40 anos, o que limita a extrapolação dos achados para países de baixa e média renda ou para adultos mais jovens.


Com informações do G1