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Taxa Selic: entenda se ainda compensa investir com a possível queda da taxa

O investidor paraense inicia 2026 em um cenário de contrastes na bolsa. Enquanto os recordes históricos atraem quem busca maior rentabilidade, as incertezas fiscais e o clima eleitoral exigem cautela. A expectativa de queda da Selic pode levar mais recursos da renda fixa para a renda variável, mas esse movimento envolve riscos para o investidor pessoa física.

O desempenho de 2025 deixou aprendizados importantes. Enquanto o CDI fechou o ano com alta acumulada de 14,32%, resultando em um rendimento líquido médio de 11,81% nos CDBs, algumas ações de grandes empresas surpreenderam positivamente. A Vale, por exemplo, avançou 42% no período, enquanto a Petrobras, apesar de ter distribuído dividendos na casa de 11%, registrou uma perda real de 10% no valor de suas ações.

Riscos fiscais e eleitorais ganham destaque em 2026

Mesmo com as eleições previstas apenas para outubro, o cenário político já começa a influenciar o humor do mercado em 2026. As primeiras alianças partidárias e propostas econômicas tendem a pressionar o prêmio de risco, sobretudo diante da trajetória crescente da dívida pública, projetada entre 83% e 86% do PIB até o fim do ano. Soma-se a isso a entrada em vigor da nova taxação de 10% sobre dividendos que excedam R$ 50 mil mensais.

Para entender o atual clima de otimismo, é importante lembrar que 2025 representou um ponto de inflexão para a bolsa brasileira. A B3 atingiu máximas históricas impulsionada pela valorização das commodities no mercado internacional e por um período de maior confiança na economia doméstica durante o primeiro semestre. Ainda assim, ficou claro que índices elevados não significam ganhos generalizados, já que os resultados se concentraram em setores específicos da economia tradicional.

Essa forte valorização também veio acompanhada de elevada volatilidade. Em diferentes momentos, o mercado enfrentou tensões externas e episódios de instabilidade no crédito, colocando à prova a paciência de investidores que haviam deixado recentemente aplicações mais conservadoras, como a poupança.

Aportes graduais ajudam a mitigar riscos

Para quem pretende ingressar na bolsa em 2026, a orientação predominante é cautela. A estratégia mais indicada é evitar investir todo o capital de uma só vez, especialmente em momentos de mercado aquecido, priorizando aportes fracionados que possibilitem um preço médio mais equilibrado.

O mercado em números (simulação com base em 2025)

  • Vale: +42% em ações e +9,6% em proventos

  • Petrobras: -10% em ações e +11% em proventos

  • CDI: 14,32% no acumulado do ano

  • CDB: 11,81% de rendimento líquido médio

  • Dívida pública: projeção entre 83% e 86% do PIB em 2026