IA pode identificar risco de doenças cardíacas graves a partir de mamografias; entenda

10/03/2026, 11:09
IA pode identificar risco de doenças cardíacas graves a partir de mamografias; entenda

Uma pesquisa feita pela Sociedade Europeia de Cardiologia, e publicada na revista científica European Heart Journal, revelou que a Inteligência Artificial (IA) consegue avaliar o acúmulo de depósitos de cálcio nas artérias da mama a partir dos exames de raio-x e pode ser utilizada para prever o risco de doenças cardiovasculares em mulheres a partir de análises de mamografias.

Segundo matéria do G1, o estudo aponta que a calcificação arterial das mamas costuma ser identificada em mamografias de rotina e não tem relação com tumores. Mas, diversos estudos mostram a associação da calcificação com fatores de risco cardiovascular e futuro desenvolvimento de doenças cardíacas.

De acordo com os pesquisadores, o uso de IA pode ajudar a reduzir o número de mulheres com doença cardiovascular não diagnosticada e não tratada. O  pesquisador da Emory University e líder do estudo, Hari Trivedi, explicou que a detecção do depósito de cálcio por meio da mamografia já era conhecida, mas o grupo queria entender como usar esses dados para contribuir em um diagnóstico precoce de doenças cardíacas.

Ao todo, 123.762 mulheres participaram do estudo de rastreamento mamográfico e não tinham doença cardiovascular conhecida. Os pesquisadores utilizaram IA para analisar a quantidade de depósitos de cálcio nas artérias do tecido mamário. A quantidade de calcificação foi classificada como grande, moderada, leve ou ausente.

A categorização foi comparada posteriormente com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares graves, como AVC e infarto, e com dados de morte por doença cardiovascular.

Diagnóstico precoce - A técnica pode ser uma importante aliada no diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares em mulheres, a partir de um exame que já é feito rotineiramente com outro propósito.

Para que seja inserido nos meios de diagnóstico, é necessário integrar a ferramenta de IA aos fluxos de trabalho de imagem que já existem e estabelecer meios de notificação de pacientes e médicos. 

Além disso, o grupo planeja realizar um ensaio clínico para testar novas etapas envolvendo a tecnologia.


Foto: Ascom Sesapi

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