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ONU aponta que a última década foi a mais quente da história

A última década foi a mais quente já registrada desde o início das medições, em 1850. A informação faz parte do relatório Estado do Clima Global 2025, da World Meteorological Organization (WMO), divulgado nesta segunda-feira (23).

O estudo aponta que o período entre 2015 e 2025 apresentou recordes de temperatura, com 2025 entre os anos mais quentes, registrando cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais.

O estudo destaca que o aumento das concentrações de gases de efeito estufa tem impulsionado o aquecimento contínuo da atmosfera e dos oceanos, além do derretimento de geleiras. Eventos extremos como ondas de calor, chuvas intensas e ciclones têm causado impactos significativos em diversas regiões do mundo, afetando economias e populações.

Entre os efeitos observados estão a insegurança alimentar e o deslocamento de pessoas, além do agravamento de crises globais. O documento também aponta um desequilíbrio no balanço energético da Terra, causado pelo acúmulo de gases que retêm calor, como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Esse desequilíbrio tem aumentado especialmente nas últimas décadas.

Grande parte do calor excedente, cerca de 91%, é absorvido pelos oceanos, o que contribui para o aquecimento das águas e acelera o derretimento de gelo nas regiões polares. Como consequência, há elevação do nível do mar e alterações consideradas irreversíveis em longo prazo.

O relatório ainda indica que, em 2025, o calor armazenado nos oceanos atingiu o maior nível desde o início das medições, em 1960, superando o recorde anterior. Os impactos incluem degradação de ecossistemas marinhos, perda de biodiversidade e redução da capacidade dos oceanos de absorver carbono.

Além dos efeitos ambientais, a WMO alerta para impactos diretos na saúde. As mudanças climáticas aumentam o risco de doenças, afetam a saúde mental e expõem trabalhadores a condições extremas, especialmente em setores como agricultura e construção civil.

Segundo a entidade, cerca de 1,2 bilhão de pessoas estão expostas a riscos relacionados ao calor no ambiente de trabalho, o que também compromete a produtividade e os meios de subsistência.

A organização defende a integração de dados climáticos aos sistemas de saúde para ampliar ações preventivas e reduzir os impactos das mudanças climáticas.


Com informações da Agência Brasil