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O futuro das viagens e do turismo em 2026

O setor de viagens e turismo sempre evoluiu com o apoio da tecnologia, mas as mudanças que se aproximam são mais profundas do que tudo o que já vimos até agora. Em 2026, a inteligência artificial, a automação e as experiências digitais imersivas passam a fazer parte do dia a dia das viagens, transformando de forma prática a maneira como planejamos roteiros, circulamos por aeroportos, nos hospedamos e vivenciamos cada destino.

Companhias aéreas, hotéis e operadoras já atravessaram grandes transformações, como a popularização das reservas online e dos comparadores de preços. Agora, uma nova onda, impulsionada por agentes de IA, automação e sustentabilidade baseada em dados, redefine toda a jornada do viajante de forma integrada, rápida e, muitas vezes, invisível. Entender essas tendências tornou-se essencial para líderes do setor de viagens e hospitalidade.

1. Agentes de IA na experiência do cliente

Os agentes de IA vão além do modelo tradicional de assistentes virtuais, oferecendo suporte contínuo e altamente integrado. Conectados a sistemas externos, eles antecipam necessidades e ajustam a experiência do viajante em tempo real, considerando fatores como atrasos, condições climáticas ou mudanças de rota. Plataformas como Booking.com, Google e Expedia já utilizam assistentes capazes de personalizar toda a jornada de viagem.

2. Automação em hotéis e hospitalidade

Em 2026, a automação atua como o motor invisível, orientado por dados, da experiência hoteleira. Robôs, Internet das Coisas (IoT) e análises preditivas baseadas em IA dão forma ao conceito de “hotel inteligente”. A Marriott, por exemplo, adotou o agendamento de limpeza baseado em IA, avançando no que chama de “hospitalidade preditiva”. Já a Accor lançou quartos inteligentes que aprendem as preferências dos hóspedes em relação à iluminação, temperatura e entretenimento, além de aprimorar a acessibilidade.

3. Viagens virtuais

Com o avanço da realidade virtual e aumentada (RV/RA), os viajantes podem explorar réplicas detalhadas de quartos de hotel, cruzeiros e atrações turísticas antes mesmo de sair de casa. Empresas como Expedia e Booking.com já oferecem visualizações imersivas em suas plataformas de reserva, enquanto operadoras desenvolvem gêmeos digitais de resorts, atrações e até cidades inteiras. Isso faz com que o planejamento da viagem se torne parte da experiência, além de criar oportunidades para empresas e destinos se conectarem com os clientes antes da chegada e manterem esse vínculo após a partida.

4. Marketing na era da inteligência artificial generativa

Em poucos anos, milhões de pessoas passaram a utilizar ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT, como verdadeiros companheiros de viagem. Elas auxiliam na tradução de cardápios, na descoberta de atrações e na navegação em cidades desconhecidas. Para o setor de turismo, isso representa uma mudança profunda: canais tradicionais de marketing, como buscadores e redes sociais, perdem relevância. Em 2026, empresas do setor já se adaptam a esse novo cenário, desenvolvendo estratégias para garantir visibilidade quando os viajantes solicitam roteiros personalizados ou recomendações locais diretamente a sistemas de IA.

5. Tecnologias para um turismo mais sustentável

Apesar do impacto ambiental da IA, seu uso estratégico no turismo pode reduzir desperdícios, emissões e ineficiências. Plataformas como Expedia e Booking.com já destacam informações sobre emissões, enquanto companhias aéreas utilizam IA para otimizar rotas e diminuir impactos climáticos. Hotéis e grandes resorts adotam sistemas inteligentes e energia renovável e, com novas legislações como a Diretiva Europeia de Sustentabilidade, a tecnologia verde se consolida como um pilar do setor em 2026.

6. Biometria além do controle de fronteiras

Redes hoteleiras como Marriott, CitizenM, Yotel e Accor já testam reconhecimento facial e leitores de impressão digital para agilizar check-ins, acesso aos quartos e pagamentos. A integração de sistemas biométricos reduz filas, melhora a experiência do hóspede e elimina custos financeiros e ambientais associados a cartões plásticos descartáveis. Com a biometria amplamente utilizada em aeroportos ao redor do mundo, nossas características biológicas únicas passam a funcionar como passaportes não apenas para cruzar fronteiras, mas também para acessar serviços e instalações durante toda a viagem.

Em 2026, uma conclusão se impõe: o setor de viagens e hospitalidade ingressa em uma nova era, guiada por tecnologias inteligentes e decisões baseadas em dados. De agentes de IA e automação à biometria e à sustentabilidade, as organizações que se destacarão serão aquelas capazes de reduzir atritos, elevar a experiência do viajante e operar de forma mais eficiente e responsável.