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Exposição transforma arte, cultura e identidade amazônida em experiência sensorial em Belém

Já imaginou entrar em uma imagem, atravessar fotografias e se ver cercado por paisagens da Amazônia em cor, movimento e som? Isso é possível na exposição Amazônia Imersiva, que abriu nesta terça-feira (10), no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, em Belém. 

A LiV foi convidada para vivenciar essa experiência que garante ao público um passeio por um ambiente onde arte contemporânea, tecnologia e memória amazônica se encontram. Com entrada gratuita e programação até maio, a mostra reúne mais de 30 artistas e coletivos do Brasil e do exterior, incluindo participações da Amazônia peruana e do Reino Unido. 


Pinturas, fotografias, vídeos, música e arte digital se combinam em experiências imersivas, apresentações audiovisuais e shows que ampliam as narrativas contemporâneas sobre a região. 

“A ‘Amazônia Imersiva’ tem a proposta de falar de arte contemporânea da Amazônia a partir da obra de diversos artistas dentro de uma experiência imersiva onde a arte e a tecnologia se unem para contar essa história e para fazer com que o público e os visitantes mergulharem na poética, na estética e nos temas que essas obras desses artistas trazem”, explica Roberta Carvalho, artista visual e curadora do projeto.

A ocupação se divide em três ambientes: o primeiro abriga a experiência audiovisual imersiva, com trilha composta pelo produtor indígena Nelson D. O segundo é a Sala Manifesta, que apresenta frases, pensamentos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia, além da instalação Ouriços Falantes, que utiliza ouriços de castanha como caixas de som para reproduzir depoimentos sobre a região.

Já o terceiro espaço aborda o conceito de tecnologias ancestrais, propondo reflexões sobre saberes ligados ao cultivo, à alimentação, à medicina da floresta e às formas de organização da vida amazônica.

A trilha sonora da experiência imersiva tem direção musical da cantora e produtora Aíla e reúne diferentes sonoridades da região, do marabaixo ao carimbó, além de experimentações eletrônicas e referências às radiolas de reggae do Maranhão.

“Eu acredito que o público vai gostar de experienciar algo diferente. Essa é uma forma que quebra uma certa fronteira entre ver uma obra, eu acho que você entra na obra, o seu corpo faz parte daquela experiência. Eu acho que o público encontrará aqui uma forma diferente de olhar para essa produção que é tão potente e tão importante da arte contemporânea da Amazônia”, destaca a Roberta.

A presença de artistas indígenas e criadores de diferentes territórios amazônicos é um dos principais eixos da mostra. Entre os participantes estão o pensador indígena Ailton Krenak, o Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU), o artista Paulo Desana e nomes como Elza Lima, Gê Viana e Keila Sankofa.

A programação inclui ainda apresentações musicais e audiovisuais. No dia 14 de março, o espetáculo “As Amazônias” reúne Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos em um encontro entre diferentes territórios sonoros da região Norte, combinando música ao vivo e projeções visuais.

Até maio, o projeto segue com atividades gratuitas, shows quinzenais e residências artísticas que conectam criadores amazônidas e artistas internacionais.


Serviço

Exposição ‘Amazônia Imersiva’

Até 6 de maio, na Casa das Onze Janelas - Cidade Velha, Belém

Visitação: de terça a quinta-feira, das 9h às 17h, e sexta a domingo, das 9h às 20h

Entrada: gratuita