A árbitra paraense, Gleika Pinheiro, conquistou um dos mais altos patamares da arbitragem mundial ao ingressar no quadro da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O resultado vem de quase uma década de dedicação, disciplina e planejamento, o que consolidou não apenas uma trajetória individual de sucesso, mas também um marco para o futebol paraense e para a presença feminina nos gramados.
Em entrevista ao Portal LiV, a Gleika falou sobre a entrada no seleto grupo internacional. “A minha história na arbitragem é engraçada, mas ao mesmo tempo motivadora. Eu era instrutora dos árbitros de futebol nessa época, em 2016/2015, e aí eu quis entender o que os árbitros de futebol falavam além da instrução física, e nisso eu fiz o curso. Antes disso, eu era atleta de atletismo, nunca pensei na minha vida em trabalhar com um futebol”, compartilhou.
A decisão de migrar do atletismo para a arbitragem redefiniu seu caminho profissional. Desde então, cada etapa foi guiada por metas claras. O ingresso no quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e, posteriormente, a chegada à FIFA foram frutos de um planejamento estruturado e da persistência diante das dificuldades.
“Todo o árbitro que entra no quadro da CBF, no quadro estadual, sonha em chegar no degrau mais alto que é a FIFA. Eu cheguei e não acreditei, porque foi uma coisa surreal para mim. Eram muitas meninas disputando para entrar nesse quadro e ter chegado num nível desse é muito gratificante, foi muito trabalho. Foram 9 anos para chegar até aqui e entrar na FIFA foi um sonho realizado”, descreveu a árbitra paraense.
Desafios - Ao longo da trajetória, Gleika enfrentou obstáculos comuns a mulheres que buscam espaço no futebol, especialmente a escassez de oportunidades no início da carreira e o preconceito ainda presente no ambiente esportivo. “A palavra é resiliência. No começo foi bem difícil, não tinha muitas oportunidades, poucos jogos. Querendo ou não, o futebol é mais do âmbito masculino e isso para a gente não é disputar, porque todo mundo consegue seu espaço por mérito. O maior desafio para as mulheres é o preconceito, mas assim, eu nunca me deixei abalar com isso, porque o preconceito, muitas das vezes, vem até da própria pessoa, que se impacta com esse tipo de preconceito”, disse.
O crescimento da arbitragem feminina no Pará é outro ponto de destaque. Segundo Gleika, o avanço coletivo tem fortalecido a presença das mulheres no esporte. “Hoje em dia, nosso quadro feminino do estado do Pará cresceu muito dentro da CBF, isso é um marco histórico também para o nosso estado. Hoje em dia temos 32 mulheres atuando no estado do Pará, entre árbitros e assistentes e no quadro da CBF nós estamos com 8 mulheres, então é um quadro muito grande, que está crescendo cada vez mais.”
Com a nova etapa na carreira, a árbitra passa a integrar competições internacionais e amplia suas possibilidades dentro do futebol. Ainda assim, mantém os pés no chão e o olhar voltado para o futuro, com um objetivo claro: alcançar o maior palco do esporte.
“Todo árbitro que chega no maior degrau, que é o último degrau, que é uma copa do mundo, então é o meu sonho, é o meu objetivo, vou lutar para ele, quem sabe, na próxima copa, estar lá, senão vou continuar lutando”, finalizou Gleika Pinheiro.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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