A produção de petróleo no Brasil bateu um novo recorde em julho de 2026, ao alcançar 4,498 milhões de barris por dia. Foi o segundo mês consecutivo de máxima histórica, depois dos 4,475 milhões de barris diários registrados em junho.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o resultado de julho representa crescimento de 0,5% em relação a junho e de 13,6% na comparação com julho de 2025.
O avanço é impulsionado principalmente pelo pré-sal, onde estão alguns dos maiores campos produtores do país. A região respondeu por mais de 80% da produção brasileira de petróleo e gás no período e ajuda a explicar por que o Brasil vem alcançando sucessivos recordes.

Qual foi o recorde de produção de petróleo do Brasil?
Em julho, o Brasil produziu 4,498 milhões de barris de petróleo por dia, o maior volume já registrado no país.
A marca superou o recorde alcançado apenas um mês antes. Em junho, a produção havia chegado a 4,475 milhões de barris por dia.
Na comparação com julho de 2025, quando o país produzia aproximadamente 3,96 milhões de barris diariamente, o crescimento foi de 13,6%.
Quando petróleo e gás natural são considerados conjuntamente, também houve recorde: a produção brasileira alcançou 5,851 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

A produção de gás natural chegou a 214,97 milhões de metros cúbicos por dia, crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por que a produção de petróleo no Brasil está crescendo?
Uma das principais explicações está na expansão da produção do pré-sal, especialmente nos grandes campos da Bacia de Santos.
Em julho, somente o pré-sal produziu 3,728 milhões de barris de petróleo por dia. Considerando também o gás natural, foram 4,821 milhões de boe/d, crescimento de 18,2% em relação a julho de 2025.
O pré-sal respondeu por 82,4% de toda a produção nacional de petróleo e gás no mês.
A entrada de novas plataformas, a abertura de poços e o aumento da capacidade das unidades já instaladas vêm permitindo ampliar a produção nos grandes campos marítimos brasileiros.
Quais são os maiores campos produtores de petróleo do Brasil?
O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, liderou a produção nacional em julho, com aproximadamente 1,11 milhão de barris de petróleo por dia.
Na sequência apareceram Tupi, com cerca de 797 mil barris diários, e Mero, com aproximadamente 764 mil barris por dia.
O crescimento de Búzios tem papel importante nos sucessivos recordes nacionais. O campo vem recebendo novas unidades de produção e já havia ultrapassado a marca de 1 milhão de barris por dia em junho.

Mero também está em expansão. O campo conta com diferentes navios-plataforma em operação e ganhou reforço com o FPSO Alexandre de Gusmão, que alcançou em agosto capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia.
Veja mais
- Mercado das Águas terá investimento de R$ 11,4 milhões e vai conectar comércio, turismo e economia ribeirinha em Belém
- Obras estruturais de Belém Pós-COP30: veja o legado urbano, ambiental e econômico da capital paraense
- Disputa por talentos faz empresas transformarem cultura e reputação em vantagem competitiva no mercado de trabalho
Os FPSOs são unidades instaladas no mar capazes de produzir, processar, armazenar e transferir petróleo e gás.
Quanto do petróleo brasileiro é produzido no mar?
A produção brasileira de petróleo está fortemente concentrada em campos marítimos.
Em julho, 98,1% de todo o petróleo produzido no país veio do mar, segundo a ANP. No caso do gás natural, os campos marítimos responderam por 88,7% da produção.
A concentração ajuda a dimensionar a importância das grandes operações offshore e, especialmente, do pré-sal para o setor petrolífero brasileiro.
A Petrobras também permanece no centro dessa atividade. Os campos operados pela companhia, individualmente ou em parceria com outras empresas, responderam por 87,27% de todo o petróleo e gás produzido no Brasil em julho.
Qual a importância do aumento da produção do petróleo brasileiro para a economia?
O crescimento da produção de petróleo e gás tem reflexos que vão além do setor energético. A atividade movimenta investimentos, exportações, arrecadação pública e uma extensa cadeia de fornecedores.
O desempenho também aparece nos indicadores da economia. No segundo trimestre de 2026, a indústria extrativa cresceu 3,4% em relação aos três primeiros meses do ano, impulsionada principalmente pela extração de petróleo e gás.
No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,5%.

O aumento da produção também pode ampliar a arrecadação de royalties e participações especiais, recursos distribuídos entre União, estados e municípios conforme as regras do setor.
Além disso, a atividade demanda serviços de engenharia, logística, transporte, construção e manutenção de equipamentos, entre outras áreas ligadas à cadeia de óleo e gás.
Brasil pode bater novos recordes de produção de petróleo?
A sequência de resultados mostra que a produção brasileira entrou em uma nova escala. O país bateu seu recorde em junho e, apenas um mês depois, conseguiu superar novamente a marca.
A continuidade desse crescimento depende, entre outros fatores, da entrada de novas plataformas, da ampliação da produção dos campos existentes e do desempenho dos grandes projetos do pré-sal.

Com Búzios e Mero em expansão e novas unidades avançando em sua capacidade operacional, o desempenho dos próximos meses deverá indicar até onde a produção de petróleo no Brasil pode chegar.
Por enquanto, os números de julho consolidam o pré-sal como principal motor dessa trajetória: mais de oito em cada dez barris de óleo equivalente produzidos no país já vêm dessa região.
Veja mais
