Há lugares em que a noite transforma completamente a paisagem. Quando organismos bioluminescentes são agitados, o movimento da água pode revelar tons azulados que fazem mares e lagoas parecerem iluminados por pequenas estrelas.
O fenômeno pode ser encontrado em diferentes partes do mundo e, embora não seja garantido em todas as visitas, alguns destinos se tornaram conhecidos justamente por essa possibilidade.
Abaixo, veja 11 destinos para quem quer incluir a bioluminescência na próxima viagem:
Maldivas
As águas das Maldivas estão entre os cenários mais conhecidos para observar a bioluminescência. O plâncton pode iluminar as ondas depois do pôr do sol, criando o efeito conhecido como “Mar de Estrelas”.
Um dos pontos mais famosos fica na ilha de Vaadhoo, no atol de Raa. A melhor época para tentar observar o fenômeno é entre junho e outubro. O acesso pode ser feito por voo doméstico e traslado de barco a partir do Aeroporto Internacional Velana, em Malé.
Mosquito Bay, Vieques, Porto Rico
Na ilha de Vieques, a Mosquito Bay ganha um intenso brilho azul depois do pôr do sol graças ao dinoflagelado Pyrodinium bahamense. Uma das maneiras mais populares de observar o fenômeno é em caiaques de fundo transparente, acompanhados por operadores locais. O período entre dezembro e abril é indicado para a visita.
Luminous Lagoon, Jamaica
Na Jamaica, a Luminous Lagoon concentra dinoflagelados que fazem a água ganhar tons azulados à noite. Passeios de barco ao pôr do sol permitem acompanhar o fenômeno e, em algumas excursões, entrar na água para observar os rastros luminosos provocados pelos movimentos. A melhor época para conhecer o local é entre dezembro e abril. O acesso é feito de carro a partir do Aeroporto Internacional Sangster.
Jervis Bay, Austrália
Em Nova Gales do Sul, Jervis Bay é um dos principais pontos da Austrália para observar a bioluminescência. Quando o dinoflagelado Noctiluca scintillans chega à costa, as ondulações da água podem criar um efeito semelhante ao de uma aurora sobre o mar. O fenômeno pode ser observado principalmente entre setembro e fevereiro. O destino fica a cerca de 2h30 de carro ao sul de Sydney.
Krabi, Tailândia
Algumas baías e enseadas de Krabi podem apresentar águas luminosas em noites de céu aberto. Ao Nang Beach é uma das opções mais acessíveis, enquanto Phra Nang Beach oferece uma experiência mais tranquila e pode ser acessada de barco. O período entre novembro e maio é considerado o mais indicado para a visita. O Aeroporto Internacional de Krabi fica a cerca de 20 minutos de carro de Ao Nang, e o Phulay Bay.
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Baía de Toyama, Japão
Na Baía de Toyama, o espetáculo não é provocado pelo plâncton, mas pela lula-vaga-lume. Durante a primavera, os animais emitem luz azul por meio de fotóforos, criando um espetáculo nas águas escuras da baía. A temporada acontece principalmente em abril e maio. O destino pode ser acessado pelo Hokuriku Shinkansen, a partir de Tóquio.
Oaxaca, México
Na Laguna de Manialtepec, próxima a Puerto Escondido, o movimento de peixes e pessoas na água provoca o brilho das algas luminosas. Experiências semelhantes também podem ser encontradas nas Lagunas de Chacahua. O período entre julho e outubro é o mais indicado para observar o fenômeno. O acesso pode ser feito pelo Aeroporto Internacional de Oaxaca Xoxocotlan, normalmente via Cidade do México a partir do Reino Unido.
Koh Rong, Camboja
A ilha de Koh Rong ganha uma atmosfera diferente à noite, quando o plâncton bioluminescente ilumina as águas próximas às praias. A baixa poluição luminosa favorece a observação, especialmente em passeios durante a lua nova. A melhor época para visitar a ilha é entre novembro e maio. O trajeto inclui voo para Phnom Penh, ônibus até Sihanoukville e barco até Koh Rong.
Cornualha, Reino Unido
Durante o verão, algumas praias da Cornualha podem apresentar águas bioluminescentes. Em Grebe Beach, no fim do rio Helford, respingos podem revelar o brilho azul. Em Penzance, Pedn Vounder também pode oferecer o fenômeno em determinadas épocas. Julho e agosto são os meses mais indicados para tentar observar o espetáculo. A Cornualha fica a cerca de cinco a seis horas de carro de Londres ou pode ser acessada de trem até Penzance e Falmouth.
Ilha de Cat Ba, Vietnã
Próxima à Baía de Ha Long, a Ilha de Cat Ba oferece pontos mais tranquilos para observar a bioluminescência, longe da poluição luminosa das áreas mais movimentadas. Passeios de barco com pernoite permitem chegar a enseadas mais silenciosas e observar o brilho dos respingos no mar. O período entre junho e outubro é indicado para a visita. O acesso pode ser feito por traslados de ônibus a partir do Aeroporto Internacional Noi Bai, em Hanói.
Waitomo Glowworm Caves, Nova Zelândia
Na Nova Zelândia, a experiência acontece longe do mar. As Waitomo Glowworm Caves são conhecidas pelos vermes luminosos da espécie Arachnocampa luminosa, encontrados apenas nessa região. Durante a visita, os turistas atravessam as cavernas em silêncio enquanto observam os pontos luminosos no teto. A atração pode ser visitada durante todo o ano e fica a cerca de 190 quilômetros ao sul do Aeroporto de Auckland.
É seguro tocar na água bioluminescente?
Em geral, nadar ou tocar em águas bioluminescentes é seguro, especialmente em locais onde o fenômeno é acompanhado por operadores turísticos. No entanto, algumas florações de algas nocivas podem provocar irritações na pele e problemas graves quando ingeridas. Por isso, vale pesquisar as condições da região e seguir as orientações dos guias locais.
