Miami ultrapassou Nova York e se tornou, pela primeira vez na história, a cidade mais cara dos Estados Unidos. A conclusão é do U.S. Bureau of Economic Analysis, agência ligada ao Departamento de Comércio americano.
Segundo o levantamento, o índice de preços ao consumidor no sul da Flórida acumulou alta de 36% desde 2019, a maior entre todas as regiões metropolitanas do país. O custo total da moradia na região formada por Miami, Fort Lauderdale e Palm Beach também passou a ser 5% superior ao de Nova York.
Miami atrai milionários e impulsiona mercado de luxo
O relatório Wealth Report 2026, da consultoria imobiliária Knight Frank, aponta que Miami se consolidou como um dos principais destinos globais para famílias de alta renda, executivos, empreendedores e investidores, deixando de ser apenas um mercado voltado para casas de férias.
Esse movimento impulsionou o mercado de luxo. Os imóveis premium registraram valorização de 67% nos últimos cinco anos, enquanto o segmento superprime movimentou US$ 3 bilhões em vendas em 2025, além de US$ 2,4 bilhões em Palm Beach.
A cidade também continua atraindo compradores internacionais. Dados da Miami Realtors mostram que estrangeiros responderam por 49% das compras de imóveis novos no sul da Flórida em um período de 18 meses encerrado em junho de 2025. Desse total, 86% eram compradores internacionais, principalmente da América Latina.
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Valorização imobiliária e migração elevam custo de vida
Segundo a Realtor, o preço médio do metro quadrado em Miami é de US$ 5,4 mil (cerca de R$ 27,6 mil). O valor médio dos imóveis vendidos chega a US$ 560 mil (R$ 2,8 milhões), enquanto o aluguel médio é de US$ 2,97 mil (R$ 15,1 mil).
Entre os fatores que ajudam a explicar a valorização estão o crescimento da população, o aumento dos investimentos estrangeiros e medidas do governo da Flórida para reduzir impostos sobre imóveis residenciais. De acordo com o U.S. Census Bureau, o estado recebeu cerca de 120 mil novos moradores internacionais entre julho de 2023 e julho de 2024, mais de 150 pessoas por dia.
Além disso, a Associação de Corretores de Imóveis de Miami informou que o volume financeiro das compras de estrangeiros no sul da Flórida alcançou US$ 4,4 bilhões no último ano, um crescimento de 42% em relação ao período anterior.
