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E-commerce de moda segue em alta e lidera o comércio eletrônico no Brasil

O e-commerce de moda brasileiro vive um momento de crescimento acelerado. Em 2025, o setor faturou R$ 2,9 bilhões e registrou alta de 35% em relação ao ano anterior, segundo a pesquisa NuvemCommerce 2026, divulgada pelo Portal E-Commerce Brasil. O segmento permanece como a principal categoria do comércio eletrônico em volume de vendas. 

O avanço das vendas online tem transformado o varejo de moda e ampliado as oportunidades para marcas que investem em inovação, presença digital e relacionamento com o consumidor. Nesse cenário, o empreendedorismo feminino ganha protagonismo, com empresárias que utilizam as redes sociais e a identidade da marca para conquistar espaço em um mercado altamente competitivo.

Loja autoral aposta em corpos reais e cultura amazônica para crescer no e-commerce

Um exemplo desse movimento é a empresária Grace Lopes, fundadora da Loja BGL Moda Praia, marca autoral paraense que atua há mais de 11 anos no mercado. A empreendedora iniciou o negócio após ficar desempregada, vendendo biquínis, e encontrou no ambiente digital uma oportunidade para expandir a marca.

"Eu comecei a vender biquíni quando fiquei desempregada. Depois passei em um concurso público e, como não podia manter uma loja física, coloquei minhas peças em um espaço colaborativo, o Espaço Vem, onde elas permanecem até hoje", conta.

Com o passar dos anos, Grace decidiu reposicionar a marca e investir em dois pilares: representatividade e regionalismo.

"Percebi que era mais do mesmo. Então comecei a trabalhar com corpos reais e também com o regionalismo. Hoje somos uma marca autoral que cria estampas inspiradas na nossa cultura, nas nossas músicas e nas nossas gírias".

Segundo a empresária, esse posicionamento fortaleceu a conexão com o público e aumentou a confiança das consumidoras, principalmente nas compras pela internet.

"A gente vende pela internet, faz lives e também recebe as clientes no espaço colaborativo. Mostrar pessoas reais usando as peças aproxima a marca da consumidora e gera confiança". 

Grace decidiu reposicionar a marca e investir em dois pilares: representatividade e regionalismo. (Foto: Divulgação)

Redes sociais impulsionam as vendas online

As redes sociais se tornaram uma das principais ferramentas para o crescimento do e-commerce de moda. A produção de conteúdo faz parte da estratégia comercial e de fortalecimento da marca. "Hoje a marca tem a minha cara. Eu faço vídeos, produzo os conteúdos e vendo muito pelo Instagram e pelo TikTok. Isso impulsiona diretamente as vendas", afirma. 

Além do marketing digital, Grace acredita que a autenticidade é um dos principais diferenciais do negócio.

"Eu não sou um corpo padrão e faço questão de mostrar isso. As clientes se identificam comigo e isso cria uma relação muito mais próxima. O regionalismo também fez com que a marca deixasse de depender apenas da sazonalidade dos biquínis e passasse a contar histórias por meio das estampas”, reforça. 

A produção de conteúdo faz parte da estratégia comercial e de fortalecimento da marca. (Foto: Divulgação)

Mercado de moda online deve continuar em expansão

As perspectivas para o mercado de moda online permanecem positivas. O crescimento do e-commerce brasileiro, aliado ao fortalecimento das plataformas digitais, deve ampliar as oportunidades para marcas que investem em inovação, produção de conteúdo e experiência do consumidor.

A trajetória de Grace Lopes demonstra como uma loja autoral, aliada ao uso estratégico das redes sociais e a um posicionamento autêntico, pode conquistar espaço no varejo digital. A expectativa é que empresas lideradas por mulheres continuem impulsionando o crescimento do setor, fortalecendo o empreendedorismo feminino e contribuindo para a evolução do e-commerce de moda no Brasil.