As mulheres ocupam apenas 5,2% dos cargos de CEO no Brasil, segundo levantamento do Evermonte Institute, braço de pesquisa da consultoria especializada em recrutamento de executivos.
O índice está próximo da média global, onde elas representam 6% das presidências de empresas, de acordo com a Deloitte. A pesquisa analisou 2.153 empresas brasileiras e identificou que apenas 112 são comandadas por mulheres.
Trajetória mais desafiadora
Embora homens e mulheres levem, em média, 18 anos para chegar à presidência de uma empresa, o estudo mostra que as executivas precisam acumular mais qualificações e experiências ao longo da carreira.
Enquanto elas possuem, em média, quase três MBAs ou pós-graduações, os homens chegam ao cargo com pouco mais de um curso equivalente. Além disso, as mulheres passam por cerca de cinco empresas antes de assumir a posição de CEO, uma a mais do que os executivos.
Outro desafio apontado pela pesquisa é a transição entre a gerência e a diretoria, considerada o principal ponto de perda de lideranças femininas. Segundo o levantamento, esse período costuma coincidir com a maternidade e o aumento das responsabilidades familiares.
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Onde estão as CEOs
A maior concentração de mulheres na presidência de empresas está no Sudeste, que reúne 67,5% das CEOs mapeadas. São Paulo concentra 51,4% dessas lideranças, seguido pelo Rio de Janeiro, com 10,3%.
Entre os setores com maior participação feminina estão bens de consumo (17,1%), saúde (9%) e serviços (8,1%).
Diversidade também gera resultados
O estudo cita ainda pesquisas da McKinsey que indicam que empresas com maior diversidade de gênero podem superar seus concorrentes em até 25% em rentabilidade.
