Mais que uma necessidade, os óculos são hoje um ícone de estilo e refletem a personalidade de quem os usa. Por isso mesmo, é tentador sair comprando diversos modelos, combiná-los com acessórios, adquirir armações inusitadas e ostentar uma verdadeira coleção. Engana-se, porém, quem não vê problema em comprar as versões mais baratas dos óculos – aquelas encontradas nas mãos de ambulantes e barraquinhas de rua.
Os óculos de camelô, sempre à disposição em qualquer esquina, praça ou sinal de trânsito, oferecem o comodismo de uma compra rápida e pouco criteriosa. No entanto, a economia de tempo e dinheiro pode gerar uma grande dor de cabeça: segundo pesquisas científicas do Instituto de Olhos de Blumenau-SC, os modelos “genéricos” dificilmente apresentam proteção eficaz contra raios ultravioleta, que podem causar queimaduras na retina ou na córnea – e, em longo prazo, catarata e outras doenças degenerativas da visão.
As lentes adequadas devem ser acrílicas e possuir curvatura, filtros e cores corretas – que são aquelas que não se somam a outras cores e, portanto, não deformam os tons que seriam enxergados sem os óculos. Muito cuidado ainda com as lentes coloridas, que vão e voltam de acordo com a moda: elas podem distorcer as imagens.
Ouça agora o nosso podcast com a dra. Paula Renata Caluff, professora de oftalmologia da UFPA e preceptora da residência médica no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. Ela esclarece que cuidados devem ser observados na compra dos óculos e na manutenção dos mesmos, além de apontar a quem são recomendadas as lentes fotossensíveis – aquelas que escurecem de acordo com a intensidade de luz a que são expostas.
