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Brasil participa da Bienal de Arte de Veneza com pavilhão que exalta natureza e espiritualidade

A Bienal de Arte de Veneza, maior exposição de arte contemporânea do mundo, chegou a sua 61ª edição e, desde o último sábado (9),  reúne artistas de quase 100 países em diferentes espaços históricos de Veneza, na Itália. Este ano, a mostra tem como tema “In Minor Keys” (“Em tons menores”, em português) e propõe um olhar mais sensível e desacelerado diante dos excessos do mundo contemporâneo.

Neste ano, o Brasil participa da Bienal com o projeto “Comigo ninguém pode”, apresentado no Pavilhão do Brasil. A curadoria é de Diane Lima e reúne obras das artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão.

Inspirada na planta comigo-ninguém-pode, símbolo popular de proteção e resistência, a exposição propõe reflexões sobre natureza, espiritualidade, memória e identidade. O projeto também dialoga com elementos presentes na série “Senhora das plantas”, de Rosana Paulino, enquanto Adriana Varejão explora diferentes materialidades em pinturas que remetem a concreto, carne, cerâmica e elementos botânicos.

Os visitantes poderão conferir pinturas, esculturas, desenhos e obras inéditas desenvolvidas especialmente para a mostra. Segundo Diane Lima, a proposta busca construir um auto retrato simbólico do Brasil a partir de discussões sobre corpo, natureza e fé.

Além dos tradicionais espaços dos Giardini e do Arsenale, a Bienal ocupa museus, igrejas e palácios históricos espalhados por Veneza, transformando a cidade em um grande circuito internacional de arte contemporânea pelos próximos meses. A 61ª Bienal de Arte de Veneza segue até 22 de novembro.



Fotos: Reprodução @dianelima