Aos 14 anos, Amilton Barata gostava de fotografar, preparar pizzas e já trabalhava na empresa do pai. Hoje, prestes a completar 43 anos, algumas de suas paixões permaneceram, outras se transformaram. “Estou sempre descobrindo coisas novas. Isso faz parte da minha personalidade. Porém, de todas as experiências que já vivi na minha vida, foi no ramo de alimentação que encontrei a minha realização”, diz o empresário, que após tanto tempo de dedicação ao universo do transporte público, deu seu pontapé nos negócios gastronômicos com a pizzaria Pizza Locca, umas das mais elogiadas da capital paraense.
Antenado à todos os processos de seus empreendimentos, Barata acredita que seu sucesso se justifica exatamente pelo cuidado e zelo em cada detalhe. Depois de imprimir um conceito autêntico e peculiar à sua rede delivery de pizzas - que deve expandir ainda neste ano-, o empresário deu um passo além e inaugurou em 2010 o Armazém Belém, no shopping Boulevard. “Com o Armazém Belém eu quis agregar diversidade. É um espaço que proporciona aos clientes opções para diversos gostos”.
Nesta entrevista, ele fala sobre o inacreditável caminho que trilhou, da garagem de ônibus – universo que até hoje ainda faz parte de sua vida – à cozinha. Confira:
Site Revista Leal Moreira: Você já trabalha administrando negócios desde muito jovem. Como foi que este universo te chamou atenção?
Amilton Barata: Comecei a trabalhar com 14 anos. Comecei com o meu pai, que sempre teve empresa de transporte público. Cresci brincando de esconde-esconde nas garagens de ônibus... Tínhamos uma (garagem) dessas em casa! (risos) Então meu caminho rumo à empresa dele foi naturalm até que comecei a administrar meu p´roprio negócio dentro deste ramo. Porém, quando eu tinha uns 30 anos percebi que apesar de aquilo ser importante pra mim, não era o que me dava prazer. Foi então que decidi me aventurar no mercado gastronômico e abri a Pizza Locca.
SRLM: E por que uma pizzaria?
AB: Eu sempre gostei de fazer pizzas. Desde garoto eu já experimentava na cozinha, tinha muita vontade de fazer pratos. A ideia de fazer uma pizzaria surgiu quando alguns amigos, que normalmente frequentavam rodadas de pizzas na minha casa, sugeriram que eu abrisse um negócio no ramo. Na minha casa sempre tive uma cozinha grande, completa. Eu chegava a fazer até 40 pizzas em uma noite. Enfim, sempre foi um universo que me cativou. Por isso, na hora de pensar em uma forma de expandir meus negócios, achei que uma pizzaria seria uma boa ideia, pois unia àquilo que já fazia parte da minha vida profisisonal - que era o mundo empresarial - e o que me instigava, a gastronomia.
SRLM: A Pizza Locca é um sucesso. Como foi que você conseguiu chegar a um conceito tão reconhecido em seu empreendimento?
Amilton: Eu sempre primo pela qualidade. Acho que esse "ingrediente" é essencial. Eu comecei a Pizza Locca no início dos anos 2000. Foi uma iniciativa só minha. Chamei alguns funcionários que nada sabiam do assunto; treinei cada um deles pessoalmente, durante meses. Ou seja, fiz questão de acompanhar todo o processo de perto. Fiquei muito tempo trabalhando no balcão, pensando em cada opção do menu. A Pizza Locca começou com 200 pizzas entregues por mês. Hoje, são 15 mil pizzas. E tudo isso com pouco marketing. Sempre foi uma propaganda que se espalhou mais no boca-a- boca. Acredito que a grande diferença esteja na qualidade mesmo.
SRLM: De pizzas para um conceito mais amplo. O armazém Belém traz em seu menu pães, pratos, vinhos e outras iguarias. Como surgiu essa ideia?
Amilton: Na verdade, o Armazém Belém nasceu quase sem querer! (risos) Na Pizza Locca sempre trabalhamos delivery, então eu estava à procura de um espaço para receber pessoas e pensei em abrir uma pizzaria no shopping. Porém, tivemos que repensar o projeto e foi então que surgiu a ideia de fazer algo maior. O Armazém Belém traz tanto a Pizza Locca, como também uma infinidade de possibilidades. A ideia sempre foi que qualquer pessoa pudesse frequentar o espaço. Há quem venha comer um pãozinho com café; os que aproveitam para apreciar um vinho e um bom prato. Atualmente estimamos que duas mil pessoas passem pelo Armazém por dia! É um ótimo número. Em fevereiro, quando completamos dois anos de existência, aumentamos o número de mesas para duzentas. Ao que tudo indica estamos conseguindo o que eu sempre desejei: agregar variedade e qualidade em um único espaço.
SRLM: Além de tudo isso, você ainda continua à frente de uma empresa de transporte público. Como você divide o seu tempo com tantas atividades?
Amilton: A empresa de transporte público que eu dirijo reduziu a frota e suas atividades em quase 70%. Ou seja, realmente estou me dedicando bem mais aos meus empreendimentos de gastronomia. E isso para mim é um grande prazer. Por mais que eu esteja sobrecarregado, me sinto bem. Adoro trabalhar, perceber a satisfação dos clientes. Eu estou sempre pesquisando novas coisas, viajando, adquirindo conhecimento.... Enfim, adoro o que faço.
SRLM: Quando você não está trabalhando, como aproveita seu tempo?
Amilton: Minha personalidade combina muito com meu último negócio. Assim como o Armazém Belém tem diversas opções, para os mais variados tipos de pessoas e gostos, eu também sou cheio de referências. Gosto de viajar, de cinema, de mapa astral, de estar com minha família - sou casado e tenho três filhos. Já fiz faculdade de Física, de Economia e agora estou finalmente finalizando o curso de Administração. Aproveito meu tempo com várias coisas, mas trabalhar continua sendo aquilo que mais me satisfaz.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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