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Extra Zé Roberto Guimarães

 

Principais títulos

Por Clubes

Campeão da Liga Nacional pelo Colgate/São Caetano (1991/1992)

Campeão Paulista pelo Dayvit (1992)

Bicampeão Estadual pelo Finasa/Osasco (2001 e 2002)

Tricampeão da Superliga pelo Finasa/Osasco (2002/2003, 2003/2004 e 2004/2005)

Pela Seleção Masculina

Campeão dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992

Campeão do World Super Four 1992

Campeão da Liga Mundial 1993

Bicampeão sul-americano (1993 e 1995)

Pela Seleção Feminina

Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008)

Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (2012)

Campeão dos Jogos Pan-Americanos (2011)

Hexacampeão sul-americano (2003, 2005, 2007, 2009, 2011 e 2013)

Heptacampeão do Grand Prix (2004, 2005, 2006, 2008, 2009, 2013 e 2014)

Tetracampeão do Montreux Volley Masters (2005, 2006, 2009 e 2013)

Bicampeão do Troféu Vale d’Costta (2005 e 2006)

Bicampeão da Copa dos Campeões de Voleibol Feminino (2005 e 2013)

Tricampeão da Copa Pan-Americana de Voleibol (2006, 2009 e 2011)

A formação e o crescimento do vôlei no Brasil

Ter começado a prática do voleibol na escola faz com que José Roberto Guimarães tenha uma visão muito bem direcionada quanto aos rumos que não só o vôlei, mas o esporte em si precisa tomar para alcançar ou manter um alto nível de competitividade no Brasil. “A formação escolar é muito importante. A escola e os clubes são os principais celeiros. Ali são dados os primeiros passos de qualquer modalidade esportiva. Numa brincadeira, aula de educação física, são detectados talentos e encaminhados aos clubes”, afirma, consciente de que hoje é um desafio manter o interesse das crianças em uma atividade que não envolva jogos eletrônicos.

“Na vida moderna, com iPad e celulares, as crianças estão deixando um pouco de brincar como brincavam na rua, deixando de ir à Educação Física. E isso é um problema sério. Muito preocupante até pela questão da saúde”. Como a Educação, para Guimarães, é o calcanhar de Aquiles do Brasil, o esporte poderia ajudar no desenvolvimento de uma nova mentalidade, na formação de cidadãos e também esportistas. “O parâmetro americano de Educação seria ideal, do ‘college’, das faculdades que dão bolsas por causa do esporte”, diz.

Mas se hoje o problema é de base, antigamente era a invisibilidade a grande questão. Para o vôlei chegar à mídia, foi preciso a boa vontade e a persistência de abnegados, amantes do esporte, que tinham o sonho de que o voleibol pudesse se tornar um dos principais esportes do Brasil. “Apareceram pessoas importantes nesse processo. O Braguinha (Antonio Carlos de Almeida Braga, empresário), juntamente com o Luciano do Valle e o (Carlos Arthur) Nuzman, atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e que foi presidente da Confederação Brasileira de Vôlei. Foram essas pessoas que começaram a mobilizar e levar o voleibol para a mídia. Aliado, claro, ao aparecimento de talentos que estavam chegando em maior quantidade naquele momento, nos anos 1970 e 1980, quando começou a guinada do voleibol”, explica.

É icônico, por exemplo, o jogo promovido por Luciano do Valle em 1983 entre as seleções masculinas de vôlei do Brasil e da União Soviética, denominado Grande Desafio de Vôlei, que levou 95 mil pessoas ao estádio do Maracanã, ajudando a tornar jogadores como Bernard e Renan ídolos do esporte brasileiro. A iniciativa também ajudou a alavancar no público o interesse pelo vôlei, mantido até hoje, o que torna bem mais fácil a abertura de espaço para quem estiver disposto a encarar a carreira. Assim, se tivermos o incentivo desde cedo nas escolas, não nos preocuparemos nunca com escassez de talentos ou queda de qualidade.

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