Odense é mundialmente famosa por ser a cidade natal de Hans Christian Andersen, autor de contos de fadas, que povoaram a imaginação de gerações. Ele escreveu clássicos como “O patinho feio”, “A pequena sereia”, “A roupa nova do rei”. Na casa onde ele nasceu, no centro de Odense, foi fundando um grande museu, com exposições sobre a vida do autor. Essa é, sem dúvida, uma das grande atrações da cidade – e o lugar mais visitado também.
Cheguei a Odense (pronuncia-se “Ùlese”) em julho de 2006, para cursar o doutorado na Syddansk Universitet e me apaixonei.
O que eu mais gosto na cidade é a organização e a possibilidade de ir a todos os lugares de bicicleta. Odense tem a maior rede cicloviária de toda a Dinamarca. Faça chuva, sol ou até mesmo neve, estão indo de um lugar para o outro de bicicleta!
O verão é geralmente ameno, com temperaturas muito boas, por volta dos 25°C. É comum que as pessoas se encontrem, neste período, em um parque no centro da cidade. A pedida é fazer um churrasco com amigos ou simplesmente tomar sorvete. Já no inverno tudo muda. Em geral as temperaturas ficam por volta de -5°C, o que é encarado com muita naturalidade pelos dinamarqueses: “o frio não existe. Você é quem está mal agasalhado”. O Guarda-roupa do dinamarquês tem que ser dinâmico: no verão dá para usar roupas leves, dos tipos que estamos acostumados em Belém. No outono e na primavera, um casaco é suficiente. Já no inverno nem pense em andar sem uma bota ou casaco apropriado. O frio é inclemente!
Dar uma volta no centro de Odense é uma volta ao passado. São muitos os restaurantes, pubs e casas, que datam de antes de 1600. Há diversos museus que contam um pouco da história de Odense, do tempo em que reis e rainhas passavam por suas ruas, como simples mortais. É possível identificar os lugares que inspiraram Hans Christian Andersen a escrever suas obras.
A parte noturna fica por conta dos pubs. Há um bar – talvez o mais famoso – de inspiração viking chamado “Anden”. As pessoas dançam e cantam batendo suas canecas nas mesas e é uma questão de tempo até que alguém comece a dançar sobre elas. Vale a pena conferir!
