Próximo de completar 30 anos de idade, Fernando Nicolau da Costa já descobriu sua vocação profissional: vender. O canudo conquistado ao ser formar no curso de Direito foi deixado de lado e atualmente ele não se debruça mais sobre Códigos e sim sobre escrituras de apartamentos. “Hoje estou ocupando um cargo, mas minha profissão é corretor de imóveis e me orgulho muito disso. Esse foi o caminho que eu escolhi”, diz o jovem, que é o diretor comercial da Leal Moreira Imobiliária – braço do grupo empresarial que alcançou as melhores metas - neste segmento - no primeiro trimestre do ano.
Os números expressivos alcançados pelo grupo de corretores que Fernando comanda chamou atenção. Orgulhoso dos resultados, na entrevista que você lê a partir de agora, ele fala sobre os desafios de trabalhar em equipe e da importância do espírito de superação neste, que é considerado um dos mercados mais competitivos do mundo. Confira:
SRLM: Você é formado em Direito, mas trabalhou pouco na sua área de formação. Como foi que aconteceu a transição para o mundo das vendas?
Fernando Nicolau da Costa: Na verdade, antes mesmo de eu trabalhar como advogado eu já tinha tido experiência com vendas. Prestei serviço por um tempo para uma empresa de telecomunicação e ali percebi que tinha o “feeling”. Após isso, trabalhei na área jurídica de uma empresa que também atua no mercado imobiliário. A experiência foi interessante, mas não me sentia completo. Rápida e naturalmente comecei a dar sugestões na parte administrativa de vendas e logo me estabeleci no setor. Assumi uma área comercial e descobri qual era o meu caminho.
SRLM: E como aconteceu para que em pouco tempo – você tem cinco anos de atuação na área – você chegasse onde está, hoje ocupando um cargo importante na Leal Moreira Imobiliária?
FNC: Comecei a trabalhar como gerente de revenda. Eu sempre tive interesse em estruturar setores, e na minha primeira experiência tive essa oportunidade. Lá, consegui os melhores resultados alcançados por seis meses na empresa. Fiquei na área por quatro anos e em junho de 2011 fui convidado para trabalhar na Leal Moreira e fiquei muito feliz com o convite, por diversos motivos. A Leal Moreira é uma empresa de renome no Estado e está à frente neste mercado ao permitir que a equipe experimente novas formas de trabalho - uma abertura que resulta na ressignificação contínua da marca. Foi assim que ganhei a abertura que eu precisava para gerir com minha personalidade, de fazer com meu jeito.
SRLM: E qual é o seu jeito de trabalhar?
FNC: Eu observo bastante o mercado, o que é primordial para a minha profissão. Existe uma tendência a dar mais importância à gerencia de uma área de vendas do que à alma da equipe, que são os próprios vendedores e que no caso de uma imobiliária são os corretores. Nosso trabalho é muito focado nestes agentes. Um corretor satisfeito faz muito melhor o seu trabalho e traz resultados ótimos para a empresa. Foi por inverter esta pirâmide de prioridade que aqui (na Leal Moreira Imobiliária) nos alcançamos os melhores resultados da incorporadora (de acordo com nossa projeção baseada nos três primeiros meses do ano) e até setembro já teremos superado nossa meta. Tudo que é feito dentro da empresa tem como foco o atendimento ao cliente. Mas não se trata de um resultado apenas, é um processo.
SRLM: Essa mudança é uma tendência no mercado? Como você formulou essa forma de trabalhar?
FNC: O mercado imobiliário é um dos mais concorridos. Por isso, não há como tomar decisões sem estudar bastante as consequências de cada ação. Temos como principal base deste trabalho o acompanhamento de cada membro da equipe. Nossos corretores são as estrelas do processo. Periodicamente fazemos pesquisas e atividades em grupo para saber como cada um analisa seu próprio trabalho e até os dos seus gestores.
SRLM: Submeter-se ao julgamento da equipe é uma situação muito difícil?
Pelo contrário, acho extremamente importante ter esse retorno da equipe! É um bom termômetro para saber a receptividade do seu trabalho e também para a própria autocrítica.
SRLM: Você tem apenas 29 anos e ocupa um cargo de grande responsabilidade. Alguma vez a pouca idade significou um descrédito ao seu trabalho ou o colocou em alguma situação delicada?
FNC: Com certeza. O mercado de vendas é composto por pessoas de mais idade, em sua maioria. Por isso, a faixa etária dos que assumem este tipo de cargo em empresas é mais avançado. Já trabalho nesta área há cinco anos e várias vezes me senti subjulgado pela minha aparência. Aconteceram alguns casos de corretores se mostrarem insatisfeitos de serem liderados por um homem mais jovem. Minha resposta a esse tipo de coisa vem no trabalho árduo. Ao mostrar serviço essas diferenças se diluem. E também acredito que é exatamente por eu ainda ser jovem que me proponho a experimentar no trabalho.
SRLM: Quando não está trabalhando, o que você gosta de fazer?
FNC: Eu adoro viajar, estar com meus amigos, perto da minha família. Não adianta você trabalhar de forma enlouquecida e não ter tempo para construir boas lembranças. E a memória é feita de momentos de felicidade. Por isso, estou sempre em busca deles.
