O Brasil atingiu uma marca considerável na aviação de negócios. A frota nacional de jatos, turboélices e helicópteros chegou a 11.362 aeronaves em operação em maio de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), organizados pela Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) e divulgados pela Forbes Brasil. O número representa crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 10.893 aeronaves.
Com isso, o país mantém a posição de segundo maior mercado de aviação executiva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Em um cenário de dimensões continentais, o segmento conecta mais de 5.500 municípios, enquanto a aviação comercial atende pouco mais de 147 localidades.
Jatos lideram a expansão
Os jatos executivos foram os principais responsáveis pelo crescimento da frota, com alta de 12,5%. O número de aeronaves passou de 1.060, em maio de 2025, para 1.193 neste ano.
Os turboélices cresceram 7,6%, impulsionados principalmente pelo agronegócio, enquanto os helicópteros a turbina avançaram 7,1%. Segundo a ABAG, o Brasil também superou a marca de 1 milhão de horas de voo em 2025.
Em entrevista à Forbes Brasil, o CEO da ABAG, Flávio Pires, afirmou que a aviação de negócios deixou de ser vista apenas como um item de luxo e passou a ser considerada uma ferramenta estratégica para produtividade, conectividade e desenvolvimento econômico.
Agronegócio e novos modelos impulsionam setor
De acordo com a entidade, a expansão do agronegócio, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, está entre os fatores que explicam o aumento da demanda por aeronaves executivas.
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O setor também vem sendo impulsionado por modelos como compra compartilhada, gestão profissional de aeronaves e táxi aéreo, que ampliaram o acesso ao mercado e tornaram a operação mais eficiente.
Apesar do crescimento da frota, a demanda por aeronaves novas continua superior à oferta. Segundo a ABAG, os prazos de entrega variam de nove meses a quase dois anos, dependendo do modelo.
A eletrificação também aparece entre as tendências do setor. Para Flávio Pires, os eVTOLs, aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, devem atender inicialmente rotas curtas, entre 150 e 200 quilômetros, embora ainda enfrentem desafios relacionados à autonomia das baterias e aos processos de certificação.
O avanço da aviação de negócios será um dos principais temas da Labace 2026, maior feira do segmento na América Latina, que acontece entre 4 e 6 de agosto, no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. A expectativa é que o evento movimente mais de US$ 200 milhões em negócios.
