No segundo andar da CASALIV, diferentes formas de viver e interpretar os espaços se encontram em projetos que transitam entre o acolhimento, a identidade e a memória. Ambientes de estar, trabalho, convivência e pausa ganham narrativas próprias, enquanto materiais, objetos e referências culturais ajudam a construir uma leitura particular sobre o morar contemporâneo.
O percurso começa pelo Living Refúgio, assinado pelo arquiteto Victor Garcia. A proposta parte da criação de um ambiente atemporal e contemporâneo, no qual diferentes texturas se conectam de maneira equilibrada. A ideia é construir um espaço com identidade e personalidade, em que cada escolha dialogue com as demais.
A composição reúne três tons de bege e diferentes materiais. O resultado é uma atmosfera em que os detalhes ajudam a traduzir a sensação de refúgio que dá nome ao ambiente.
Na sequência, o Studio Vértice, da designer Verena Lamas, parte de uma rotina marcada por pequenos rituais: o silêncio das primeiras horas do dia, o café sem pressa, a liberdade de seguir o próprio ritmo e o prazer de estar em casa.
Com uma identidade masculina, o projeto utiliza materiais, texturas e composição para expressar estilo, conforto e individualidade. O ambiente acompanha diferentes momentos do cotidiano e propõe uma relação entre design, identidade e a maneira particular de habitar.
A Adega Cave Privée Reserve, assinada pela arquiteta Karen Casseb, apresenta a ideia de aproximar pessoas e vinhos em um espaço aberto, sofisticado e conectado às referências da terra. Materiais nobres aparecem ao lado de elementos que remetem à cultura regional, criando uma composição que valoriza tanto a degustação quanto a permanência e a interação.
O mármore Rosso Lepanto, de procedência turca, o teto em espelho bisotado, móveis em lâmina de madeira natural e adornos ligados à cultura local formam a base do ambiente. Mais do que armazenar vinhos, a adega foi concebida para ser vivenciada, com iluminação, texturas e disposição dos elementos pensadas para estimular a descoberta e a convivência.

A Sala do Cofre, assinada pelos arquitetos Pablo do Vale e Luis Guedes, da Guá Arquitetura, integra o percurso do andar.
Já o Gabinete do Colecionador, de Thais Toscano, aproxima arquitetura e arte a partir do universo do colecionismo. O projeto parte da ideia de que um gabinete pode revelar histórias, escolhas e fragmentos da personalidade de quem o ocupa.
A coleção, nesse contexto, deixa de ser apenas um conjunto de objetos e passa a integrar a identidade e a memória de quem a reúne. A proposta também dialoga com um movimento de valorização da figura do colecionador na arquitetura, colocando a curadoria como parte fundamental da construção do ambiente.
No banheiro O Tempo Esculpido, o arquiteto Elvis Mesquita transforma a passagem do tempo em conceito. Curvas, volumes e superfícies remetem a processos naturais, enquanto o desenho contemporâneo confere precisão ao conjunto.
A pedra assume protagonismo no projeto. A bancada foi desenhada para transmitir a impressão de ter sido moldada lentamente pela ação do tempo, aproximando o banheiro da linguagem da escultura e mostrando como matéria e desenho podem criar essa sensação.
O percurso segue para o Studio Podcast, assinado pelo arquiteto Onofre Bastos. O ambiente nasce da memória sonora de Belém e reúne referências como as rádios cipó, as conversas de vila e as cores da bandeira do Pará.
A proposta ganha ainda mais sentido por funcionar de verdade durante a CASALIV, com gravações de podcasts realizadas no espaço. O visitante não apenas contempla o ambiente, mas acompanha sua utilização, com vozes, conversas e histórias ocupando o cenário.
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A madeira aparece como elemento de ligação entre piso e mobiliário, trazendo calor e referências às casas paraenses de outras épocas. No centro da narrativa está uma radiola dos anos 1970, pertencente ao acervo da família do arquiteto, que estabelece uma ponte entre a memória do rádio e as novas formas de produzir e ouvir conversas.
Mais adiante, o Relicário, da arquiteta Patrícia Mendonça, parte da memória e dos afetos para criar um espaço onde o tempo desacelera e as histórias encontram lugar. A proposta busca acolher pessoas e emoções, revelando uma arquitetura construída também a partir daquilo que um ambiente é capaz de despertar.
Fechando o percurso, a Escada Amazônia, do designer Paulo Morelli, leva para a mostra uma criação que traduz, por meio da arte, a força, a identidade e a sensibilidade da região.

Entre refúgios, coleções, memórias sonoras, matérias transformadas e referências amazônicas, o segundo andar constrói um percurso marcado pela identidade. Conheça o que tem no 3º andar da CASALIV.
CASALIV, uma experiência viva inédita em Belém
Com mais de 2 mil metros quadrados, a mostra ocupa a antiga sede da construtora Leal Moreira, na esquina da Rua João Balbi com a Avenida Visconde de Souza Franco, no bairro de Nazaré, em Belém. Ao todo, 50 profissionais participam desta primeira edição do projeto.
Um passaporte para viver a CASALIV
A proposta também está refletida no formato de acesso. O ingresso integral custa R$ 190, mas a CASALIV oferece condições especiais de acesso:
Acesso LiV - No valor de R$ 95, garante uma entrada para visitar a mostra uma vez, mediante as condições promocionais de lançamento para quem segue @casaliv_ e @portalerevistaliv.
Passaporte Club LiV - Também por R$ 95, a modalidade permite retornar à CASALIV quantas vezes quiser durante o evento, com acesso às atividades e programação da mostra, além de condições especiais, ofertas e benefícios relacionados aos parceiros Diamante e Ouro.
A meia-entrada legal também custa R$ 95 e é destinada a estudantes, idosos, professores e demais beneficiários previstos na legislação. As modalidades de desconto não são cumulativas. Compre o ingresso aqui!
Funcionamento
A CASALIV funciona todos os dias, das 17h às 22h. As operações gastronômicas e o Clube Secreto Breton têm funcionamento estendido de quinta a sábado até as 23h, conforme a programação.
Com a abertura ao público, a CASALIV passa a fazer parte da agenda de Belém até 29 de dezembro e convida a cidade a percorrer seus ambientes, descobrir novos olhares sobre a arquitetura e experimentar uma mostra pensada para ser vivida mais de uma vez.
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