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Cinema indígena ganha destaque em Belém com festival internacional que reúne 32 filmes; veja programação

Belém será palco, em outubro, de um encontro dedicado a diferentes formas de contar histórias por meio do cinema. Entre os dias 15 e 20, o Cine Líbero Luxardo recebe o VII Festival Internacional de Cinemas dos Povos (FIFEP), que reúne 32 filmes em uma programação gratuita voltada ao audiovisual indígena, etnográfico e documental.

Promovido pela Pupunha Produções, o festival reúne realizadores, pesquisadores, estudantes, artistas, representantes de comunidades e público em seis dias de sessões, debates e atividades formativas. A organização estima receber cerca de 1.500 participantes ao longo da programação.

Mais do que apresentar produções cinematográficas, o FIFEP busca ampliar a circulação de narrativas produzidas a partir de diferentes territórios e fortalecer a presença de realizadores indígenas no audiovisual. A proposta também aproxima cinema, memória, diversidade cultural e conhecimento, criando espaços de encontro entre comunidades, universidades e profissionais do setor.

Cinema indígena em destaque

Entre os destaques está a Mostra Competitiva Divino Tserewahu, dedicada ao cinema indígena, além do Prêmio Jean Rouch, voltado à produção etnográfica. A programação também terá sessões especiais, conferências, mesas de debate, rodas de conversa, oficinas e workshops.

A diversidade de atividades acompanha uma das principais propostas do festival: contribuir para que povos indígenas estejam não apenas diante das câmeras, mas também na autoria e na construção das narrativas que apresentam seus territórios, conhecimentos e experiências.

40 anos do Vídeo nas Aldeias

Nesta edição, o FIFEP também homenageia os 40 anos do Vídeo nas Aldeias, iniciativa criada e dirigida por Vincent Carelli que se tornou uma referência na formação de cineastas indígenas e na produção audiovisual realizada em parceria com diferentes povos originários.

Ao longo de quatro décadas, o projeto contribuiu para ampliar a participação indígena no cinema, estimulando a produção de filmes pelos próprios povos e fortalecendo sua autonomia para registrar e compartilhar suas histórias, perspectivas e conhecimentos.

A homenagem reconhece essa trajetória e sua contribuição para a presença indígena no audiovisual brasileiro e internacional.

Uma programação de encontros

O festival pretende ainda funcionar como espaço de intercâmbio entre cinema, antropologia, pesquisa e produção cultural. A programação reúne realizadores e convidados em atividades que estimulam o diálogo sobre diferentes formas de produzir e interpretar imagens.

O diretor do VII FIFEP, Alessandro Campos, destaca que a proposta do festival é fazer da circulação audiovisual um espaço em que povos indígenas possam ocupar diferentes lugares, como realizadores, autores, curadores e pensadores de suas próprias narrativas.

Apoio à produção cultural

O VII FIFEP tem o Instituto Alok como principal apoiador cultural. Criado em 2020, o instituto desenvolve ações relacionadas à justiça social, diversidade cultural, proteção da natureza e fortalecimento de comunidades e povos originários.

Para a organização do festival, a parceria se aproxima da proposta de ampliar a circulação de vozes indígenas e fortalecer sua autoria e autonomia dentro da produção audiovisual.

A programação completa e as novidades sobre o festival podem ser acompanhadas no site oficial do FIFEP.

Serviço

VII Festival Internacional de Cinemas dos Povos (FIFEP)

Data: 15 a 20 de outubro de 2026

Local: Cine Líbero Luxardo, em Belém

Entrada: gratuita

Programação completa aqui.