Os cânceres de colo do útero, corpo do útero e ovário podem somar quase 37 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026. O número reforça o alerta do Setembro Púrpura, período dedicado à conscientização sobre os tumores ginecológicos e à importância de as mulheres estarem atentas às mudanças no próprio corpo.
Os cânceres ginecológicos podem atingir diferentes partes do sistema reprodutivo feminino, incluindo colo do útero, ovários, endométrio, vulva e vagina. Apesar de fazerem parte do mesmo grupo, as doenças possuem características diferentes, inclusive em relação às formas de prevenção e detecção.

Um dos principais pontos de atenção está no câncer do colo do útero. Entre os tumores ginecológicos, ele é o que possui uma estratégia estabelecida de rastreamento populacional. Além do exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, o Brasil vem incorporando o teste de DNA-HPV às estratégias de rastreamento.
A vacinação contra o HPV também é uma das principais medidas para reduzir o risco da doença.
Sinais do corpo merecem atenção
Para outros tumores ginecológicos, como os de ovário e endométrio, não existe uma estratégia de rastreamento populacional indicada para mulheres sem sintomas. Por isso, reconhecer alterações persistentes no organismo e procurar avaliação médica pode ser importante.
Entre os sinais que merecem atenção estão sangramentos vaginais fora do período menstrual, após relações sexuais ou depois da menopausa; corrimentos vaginais anormais; dor ou pressão na região pélvica ou abdominal; aumento persistente do volume abdominal; alterações nos hábitos intestinais ou urinários; perda de peso ou de apetite sem explicação e cansaço persistente.

A presença desses sintomas, no entanto, não significa necessariamente que a mulher tenha câncer. Eles podem estar relacionados a diferentes condições de saúde. O alerta é principalmente para alterações que persistem ou representam uma mudança em relação ao funcionamento habitual do organismo.
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Consulta ginecológica também faz parte do cuidado
O acompanhamento periódico com o ginecologista continua sendo uma ferramenta importante para a saúde da mulher. Durante as consultas, questões relacionadas ao ciclo menstrual, sexualidade, contracepção, menopausa e outras alterações podem ser avaliadas de acordo com a idade e o histórico de cada paciente.
Além do acompanhamento médico, hábitos associados a uma vida saudável contribuem para reduzir o risco de diferentes tipos de câncer. Entre as recomendações estão praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e buscar manter um peso adequado.

No caso específico do câncer do colo do útero, a combinação entre vacinação contra o HPV e rastreamento adequado ocupa papel central na prevenção e no diagnóstico de alterações antes que a doença avance.
O Setembro Púrpura, portanto, amplia uma discussão que deve permanecer durante todo o ano: observar mudanças no corpo, manter o acompanhamento de saúde e procurar atendimento diante de sintomas persistentes são medidas importantes para o cuidado com a saúde feminina.
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