A valorização de uma obra de arte não acontece apenas dentro de museus, galerias ou coleções particulares. Ela também se revela nos grandes leilões internacionais, onde disputas entre compradores ajudam a dimensionar a presença de artistas no mercado global.
Entre 2014 e 2025, nomes brasileiros movimentaram milhões de reais nas casas de leilão Christie’s, Sotheby’s e Phillips, em Nova York e Londres. O levantamento analisado (e publicado pelo The Brazilian Times) reúne o valor total alcançado pelas vendas, o número de lotes ofertados e vendidos e a média obtida por obra, formando um retrato da circulação da arte brasileira em dois dos principais centros do mercado internacional.
Mais do que estabelecer quem vendeu mais, os números ajudam a observar diferentes formas de presença nesse circuito. Abaixo, saiba quem são os artistas brasileiros vivos com maiores recordes em leilões internacionais:
1. Beatriz Milhazes
Com uma produção reconhecida internacionalmente e obras presentes em importantes coleções, Beatriz Milhazes aparece entre os principais nomes brasileiros do mercado global. A artista alcançou R$ 92,67 milhões em valor total vendido entre 2014 e 2025, com 33 lotes vendidos e média de R$ 2,81 milhões por obra. O resultado reforça a posição de sua produção entre as mais valorizadas da arte brasileira no circuito internacional.
2. Adriana Varejão
Com R$ 54,48 milhões em valor total vendido entre 2014 e 2025, Adriana Varejão aparece entre os nomes brasileiros de maior destaque nos leilões internacionais. Foram 19 lotes vendidos, com média de R$ 2,87 milhões por obra. Os resultados refletem a forte presença de sua produção no mercado global e a consolidação de seu nome entre os artistas brasileiros mais valorizados nesse circuito.
3. Vik Muniz
Um dos artistas brasileiros com maior circulação internacional, Vik Muniz também se destaca pelo volume de obras negociadas nos grandes leilões. Entre 2014 e 2025, o artista alcançou R$ 48,95 milhões em valor total vendido, com 225 lotes vendidos e média de R$ 217,6 mil por obra. O volume de negociações reforça a presença de sua produção no mercado internacional e sua projeção entre os artistas brasileiros mais recorrentes nesse circuito.
4. Lucas Arruda
Entre os nomes da nova geração que ganharam projeção internacional, Lucas Arruda registra R$ 33,90 milhões em valor total vendido.
No período entre 2014 e 2025, foram 31 lotes ofertados e 28 vendidos, com média de R$ 1,21 milhão por obra vendida. Suas paisagens atmosféricas, muitas vezes situadas entre a figuração e a abstração, ajudaram a consolidar seu nome no circuito internacional.

5. Os Gêmeos
A dupla formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo movimentou R$ 18,66 milhões no período analisado.
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Foram 39 lotes ofertados e 32 vendidos, com média de R$ 583 mil por obra. Conhecidos mundialmente por sua produção visual ligada à cultura urbana, Os Gêmeos construíram uma trajetória que ultrapassou os limites do grafite e alcançou museus, galerias e coleções internacionais.
6. Marina Perez Simão
Com R$ 15,57 milhões em valor total vendido, Marina Perez Simão aparece entre os nomes brasileiros de maior destaque no levantamento.
A artista teve 27 lotes ofertados e 24 vendidos, alcançando uma média de R$ 648,6 mil por obra vendida. Sua presença no ranking reforça o espaço conquistado por artistas contemporâneos brasileiros em um mercado que acompanha atentamente novas produções.
7. Cildo Meireles
Um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira, Cildo Meireles acumulou R$ 15,36 milhões em vendas no recorte analisado.
Foram 52 lotes ofertados e 39 vendidos, com média de R$ 393,8 mil por obra. Sua trajetória internacional também ajuda a explicar a presença constante de seu trabalho em coleções e negociações fora do país.
8. Antonio Obá
Antonio Obá representa uma das ascensões mais recentes entre os artistas brasileiros no circuito internacional. No período analisado, o artista alcançou R$ 8,50 milhões em valor total vendido, com 7 lotes ofertados e os 7 vendidos, além de média de R$ 1,21 milhão por obra. O resultado reforça a presença de uma nova geração de artistas brasileiros entre os nomes acompanhados por compradores internacionais.

9. Jac Leirner
Fechando o ranking, Jac Leirner movimentou R$ 3,45 milhões entre 2014 e 2025. Foram 16 lotes ofertados e 13 vendidos, com média de R$ 265,7 mil por obra vendida. Reconhecida por uma produção marcada pela apropriação e reorganização de objetos cotidianos, a artista construiu uma trajetória de forte diálogo com o circuito internacional.
