Comprar um imóvel financiado exige planejamento que começa antes mesmo da aprovação do crédito. Mas afinal, quanto do valor da propriedade o brasileiro costuma pagar com recursos próprios?
Um levantamento realizado pela Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a dados, analytics e inteligência artificial, mostra que, no primeiro semestre de 2026, os brasileiros financiaram, em média, 64,8% do valor dos apartamentos adquiridos. No caso das casas, o percentual foi de 62%. Na prática, os números indicam que os compradores deram uma entrada equivalente a mais de 35% do valor do imóvel.
A pesquisa também aponta um crescimento no número de financiamentos residenciais no país. Entre janeiro e junho de 2026, foram registradas 507,2 mil operações envolvendo casas e apartamentos, alta de 6,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O financiamento de casas apresentou o maior avanço, com crescimento de 11,8% e cerca de 285 mil operações no semestre. Já os financiamentos de apartamentos cresceram 0,6%, totalizando aproximadamente 221 mil unidades.
São Paulo concentrou 34,7% dos financiamentos imobiliários residenciais realizados no país no período. Considerando todas as operações, a Região Sudeste respondeu por 48,7% do total nacional.
Modalidades de crédito
Entre as modalidades de crédito, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) foi responsável pela maior parte dos contratos. O modelo, utilizado principalmente para a compra da moradia principal, atende imóveis de até R$ 1,5 milhão e concentrou 58% dos financiamentos de apartamentos e 63,4% dos contratos de casas.
Já o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), destinado a imóveis fora das regras do SFH, respondeu por 40% das operações com apartamentos e 32,9% das realizadas para aquisição de casas.
Os dados ajudam a dimensionar uma das principais etapas da compra de um imóvel: embora as condições variem de acordo com o banco, o perfil do comprador e o tipo de financiamento, a entrada continua representando uma parcela importante do planejamento financeiro para quem pretende sair do aluguel e investir na casa própria.
