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Entre a Gestão e o Esquadro
Quando a reportagem do site da Revista Leal Moreira entrou em uma pequena sala de reunião da Bio Ritmo, Henriette segtowich (proprietária da franquia local da renomada academia) nos esperava sentada à frente de um computador, mergulhada em trabalho.  Se, em um primeiro momento, a empresária impressionou pela jovialidade e beleza, após 15 minutos de conversa destacou-se por seu olhar aguçado para o mundo dos negócios. “Um tempo atrás eu jamais imaginaria que um dia eu seria assim: uma pessoa vidrada em estudar Gestão”, revela.

Este interesse pelo universo da administração fez com que Henriette deixasse de lado o diploma de Arquitetura e Urbanismo para se dedicar integralmente à gerência de seu próprio negócio. “Dedico-me ao máximo à minha academia, o que não significa que eu deixe de viver para outras coisas”.  A empresária se divide entre filhos, trabalho, amigos, cuidados com a beleza e saúde, além, é claro, de uma atenção especial aos momentos de lazer.

Na entrevista, conheça um pouco mais de uma mulher que se sobrepôs às dificuldades, tornou-se uma empreendedora notável e com um objetivo muito maior: a eterna busca pelo conhecimento.

Você é arquiteta por formação. Como surgiu a ideia de mudar completamente de rumo e torna-se uma empresária?

Eu me casei muito cedo, aos quinze anos. Precocemente tive que ter responsabilidades. Passei pela faculdade com dois filhos pequenos e isso me impossibilitou de me dedicar a fundo aos estudos. Quando me formei achei que me jogar no mercado de trabalho não era uma ideia inteligente e que abrir um negócio seria uma ótima saída . Minha família já tinha este ponto onde hoje funciona a Bio Ritmo e vi neste pedaço de terra um tesouro a ser explorado mesmo, sabe. Foi aí que mudei o rumo da minha vida.

Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou no começo da sua carreira como empresária?

Eu tinha 26 anos quando abri minha primeira academia, na época chamada "Oficina do Corpo". Era muito jovem e nesta idade, poucas pessoas têm consciência sobre as necessidades reais para se abrir um negócio. A gente pensava que era só inaugurar e pronto. Meu primeiro ano foi muito difícil mesmo! Quebrei bastante a cara e pensei em desistir várias vezes. O meu grande erro era acreditar que precisava ter conhecimento técnico para gerir uma empresa. Nos primeiros anos fiz muitos cursos relacionados à ginástica, avaliação física, hidroginástica. Mas não era disso que eu precisava. Só em 1999, quando fiz um MBA em Gestão, que percebi que o principal era ter conhecimento sobre negócio mesmo. E foi assim que eu descobri uma das minhas maiores paixões: o estudo da administração.

A descoberta desta “paixão” foi que fez o teu negócio crescer?

Sem dúvida! Eu passei anos administrando uma academia sem gostar do que fazia. Foram os estudos que me fizeram olhar para meu próprio negócio de forma diferente. Foi aí que eu comecei a pensar estrategicamente, de verdade. A busca pelo conhecimento técnico me fez conhecer o meio, saber quem eram os melhores profissionais e como trabalhavam. Mas, foi o estudo de Gestão que me mostrou como entender o mercado. Foi depois disso que eu me juntei à marca Bio Ritmo, que é uma das que mais se destaca na América.

Em meio a esta dedicação aos negócios, como ficou a sua relação com a arquitetura?

Eu ainda olho para as coisas como uma arquiteta. O projeto da minha academia tem muito da minha personalidade e formação acadêmica. Mas, às vezes acho que estou perdendo a mão! Quando eu estava na ânsia de abrir um negócio, o que me influenciou a optar por uma academia foi exatamente o espaço que eu tinha disponível pra mim. No prédio que eu tinha em minhas mãos, eu vi a disposição perfeita para este tipo de empreendimento. Então, a arquitetura sempre esteve muito presente na minha vida e continua a estar.

Muitos dizem que mulheres são subjugadas no meio empresarial. Você sentiu algum tipo de dificuldade por isso?

Olha... não! Realmente é comum as pessoas pensarem isso, mas comigo nunca aconteceu algo que me ofendesse. Pelo contrário! Eu sou uma mulher de voz firme, costumo até assustar numa mesa de negócios. Mas também sei me portar da forma correta. Além do mais, não fico para atrás no quesito informações. Como já disse, gosto  muito de estudar. Para mim, isso não é um sacrifício. Por isso, tenho argumentos suficientes na hora de negociar, de lutar pelas meus interesses.

Por estar a frente de um negócio do segmento de academia, você se sente pressionada a estar sempre bonita?

Se eu disser que não sinto, estaria mentindo. As pessoas realmente me olham de forma diferente. Qualquer gordurinha fora do lugar faz as pessoas desconfiarem do meu trabalho. Acho isso mito engraçado e não levo tão à sério! Senão, eu enlouqueço! (risos) Minha prioridade sempre é a saúde. Tenho que me sentir bem. Pronto, isso para mim é o suficiente. Sou vaidosa como qualquer mulher, mas também sinto preguiça de malhar, às vezes. Eu coloquei na minha cabeça que exercícios físicos são importantes por causa do meu bem estar e saúde.

Quando não está à frente da Bio Ritmo, o que você gosta de fazer?

Eu gosto de ficar em casa com meus dois filhos, estar com amigos. Gosto de conversas inteligentes, de gente que sabe bater um papo. Adoro rir!! Meus filhos já estão crescidinhos, formados, então não tenho mais muitas preocupações. Gosto de sair, dançar. Sou uma mulher de espírito livre, gosto de tudo que me acrescente.

Quais são os planos para o ano que se aproxima?

Estou trabalhando em dois projetos, de duas novas academias. Elas não farão parte da marca Bio Ritmo e serão destinadas a outros públicos. Quero diversificar nos meus negócios, descobrir novos horizontes. No mais, só quero continuar neste meu caminho, sempre aprendendo novas coisas e sendo feliz  com o que tenho!

Nas redes sociais

Henriette Segtowich  - @hseg

@bioritmobelem

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