Uma parceria que acabou em samba. Em 2010, a arquiteta Luciana Fajardo e a cantora Flávia Anjos resolveram apostar numa proposta inusitada e abriram o bar Casa D’Noca, espaço que remete a atmosfera descontraída da Lapa e que tem como maior marca o ritmo carioca. Porém, o sucesso não se deve somente ao ambiente agradável associado à boa música. Para a dupla, o ingrediente principal da receita é a relação diferenciada com os clientes.
Esse clima intimista que dá o tom à Casa D’Noca pode ser facilmente percebido na personalidade da Luciana e da Flávia, que receberam a equipe de reportagem do site da Revista Leal Moreira com muita simpatia. Na entrevista, as duas falam sobre tudo: trabalho, vida pessoal, projetos futuros e a importância do bom humor para ser feliz num dia a dia tão corrido.
Vamos ao princípio. Como vocês se conheceram?
Flávia – Nós duas gostamos muito de sair. Nos conhecemos de tanto frequentar os mesmos lugares. Quem tem o hábito de aproveitar a noite acaba tendo amigos em comum e uma hora se conhece.
Luciana – Inclusive, foi esse nosso jeito “boêmio” que nos fez ter a ideia para abrir a Casa D’Noca.
Como foi então que surgiu a ideia de abrir a Casa D’Noca?
Luciana – Eu sempre viajei muito para o Rio de Janeiro, por causa da minha família. Já a Flávia, sempre trabalhou com música, já morou em Recife... Enfim, esse nosso estilo de vida fez com que conhecêssemos muitos bares e sempre víamos que faltava em Belém espaços mais diferenciados, que oferecessem serviços de qualidade e boa música.
Flávia – Foi aí que, em 2008, tivemos a ideia de abrir um espaço temático, que tivesse relação com a capital carioca, que é um lugar mágico. Começamos a pesquisar bastante a cultura do samba para trazer elementos legais ao nosso projeto. Foi um trabalho difícil mesmo, que durou mais de um ano: achar a casa ideal, decorar como queríamos, fazer o menu... Mas deu tudo certo até demais!
Imagino que seja muito trabalho. Como vocês se dividem?
Flávia - A gente se ajuda muito, fazemos praticamente tudo juntas. Mas é claro que cada uma se identifica com algo. Por exemplo, o menu é de responsabilidade da Luciana mesmo, que adora culinária. Eu até dou umas sugestões, mas ela é quem monta mesmo esse cardápio. Já eu, como sou extremamente envolvida com música, gosto de pensar no repertório do bar.
Luciana – A gente também se reveza nos horários. Como a Flávia tem um filho, nos dias de semana sou eu que comando o bar a noite. Já de dia, a Flávia normalmente fica responsável pelas compras e outras coisas que precisam ser resolvidas.
Vocês gostam dessa rotina pesada de trabalho?
Luciana – Sim, gostamos! Isso principalmente porque temos uma relação muito legal com nossos clientes. Acaba sendo uma diversão também. Têm pessoas que frequentam a Casa D’Noca quase todos os dias. A gente gosta de conversar com elas, saber do que gostam e não gostam. É uma ótima pesquisa falar diretamente com os clientes.
Flávia – Temos essa mesma relação com os músicos que tocam no bar. É uma coisa que combina, inclusive, com o clima do samba, essa coisa de aproximar as pessoas.
E como ficam os projetos pessoais de vocês em meio a esse desafio?
Flávia- Eu sempre cantei, né. Fui vocalista da banda Batom Carmin e também estive à frente de grupo na época em que morei em Recife. Atualmente, canto aqui na Casa D’Noca, na sexta-feira. Eu passei por muitos estilos musicais e descobri no samba uma grande paixão, então me dedico mesmo a este repertório que apresento no bar. Sempre que posso, também faço outros eventos.
Luciana – Eu deixei a arquitetura totalmente de lado e, sinceramente, não sei quando poderei retomar minha carreira. Tenho me dedicado mesmo a administrar a Casa D’Noca e, por enquanto, tenho gostado do desafio.
Facebook – Casa D’Noca
Twitter - @casadnoca
