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Coleção de relógios: quanto custa manter esse patrimônio e como proteger peças de alto valor

Para quem coleciona relógios, encontrar um modelo especial, conquistar uma peça disputada ou esperar meses por uma oportunidade faz parte da experiência. Mas os cuidados não terminam quando o relógio chega à coleção. Seguro, manutenção, armazenamento e segurança passam a fazer parte da rotina e também podem representar custos significativos.

Segundo reportagem publicada pela Forbes, relógios de alto valor exigem atenção constante, principalmente porque o preço das peças pode mudar ao longo do tempo. Variações no valor do ouro, preços praticados pelas marcas e mudanças no interesse dos consumidores podem alterar o valor de mercado de determinados modelos e, consequentemente, a cobertura necessária para protegê-los.

Por isso, manter o seguro atualizado é uma das principais recomendações para colecionadores. Avaliações periódicas ajudam a garantir que a apólice acompanhe o valor real das peças. Em entrevista à Forbes, Joshua Ganjei, CEO da European Watch Company, empresa que se uniu à seguradora Chubb para oferecer um programa desenvolvido especificamente para relógios de luxo, destacou que a diferença entre o preço pago originalmente e quanto um relógio custa para ser substituído atualmente pode ser significativa.

“O maior furo nos seguros tradicionais quase sempre está na diferença entre o que você pagou e o que a sua coleção realmente vale hoje”, afirmou.

Ganjei também alerta para os riscos de manter uma apólice sem atualização por longos períodos. “Quanto mais tempo uma apólice fica sem atualização, pior é o prejuízo”, afirma. Ele cita como exemplo o Rolex Pepsi GMT, que custava US$ 11.800 na loja antes de sair de linha no início deste ano, mas pode ser encontrado atualmente por valores diferentes no mercado de usados.

A importância da manutenção

A manutenção é outro ponto importante para preservar tanto o funcionamento quanto o valor da coleção. Conserto e restauração, a recomendação geral é que um relógio passe por revisão a cada três ou cinco anos, dependendo do calibre do mecanismo.

Além de preservar o funcionamento da peça, o histórico de manutenção pode influenciar sua valorização no momento da revenda. Segundo especialistas no assunto, os compradores estão cada vez mais interessados em comprovar que o relógio recebeu os cuidados necessários. Ter esse histórico documentado pode contribuir para preservar o valor da peça.

A proteção da coleção também passa pela segurança. Ganjei recomenda que os proprietários adotem cuidados contra roubos e furtos tanto em casa quanto durante viagens. Segundo ele, ter apenas um cofre não necessariamente é suficiente para proteger peças de alto valor.

Medidas como a instalação de um sistema de alarme residencial e cuidados com a exposição de informações nas redes sociais podem ajudar a reduzir riscos. Para colecionadores, proteger o patrimônio significa, portanto, acompanhar não apenas o estado de conservação dos relógios, mas também seu valor de mercado, sua manutenção e as condições de segurança.